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A empolgante aventura de Control

 Control é um jogo que, sinceramente, não me chamava muita atenção. Um jogo que parecia muito bonito, mas que eu não tinha a menor ideia do que se tratava até jogar, e isso valeu muito a pena para a minha experiência jogando ele. Esse é mais um dos jogos que eu peguei de graça na Epic Games Store (e atualmente a versão Ultimate do jogo está de graça no GOG se você tem Amazon Prime, só resgatar na pagina do Prime Gaming, junto com alguns outros jogos).

Mas afinal de contas, sobre o que se trata Control? O jogo inicia com a protagonista, Jesse Faden, entrando no prédio do Departamento Federal de Controle decidida a resgatar o seu irmão, Dylan, que está preso dentro do prédio, ao entrar na sala do diretor, Jesse encontra o diretor morto com a sua arma ao lado. A arma do diretor é um objeto paranormal e ela escolhe o próximo portador do cargo, no caso, Jesse.

Jesse então vaga pelo Departamento interagindo com outros objetos paranormais e se livrando do ruído, uma energia que toma conta de grande parte das pessoas do Departamento, afetando estruturas e tomando conta de outros objetos paranormais.

Control é um jogo de aventura, extremamente intrigante e ótimo para se jogar, os graficos do jogo chamam a atenção, com atores reais dando vida a alguns dos personagens e algumas cutscenes que parecem cenas de filme, O jogo também traz alguns elementos de metroidvanias, com o jogo se passando todo no prédio do Departamento e a protagonista tendo que voltar algumas vezes a lugares já visitados, dessa vez com novas habilidades que permitem progredir na história de outro jeito.

 Apesar das várias missões secundárias, nenhuma delas me chamou a atenção, de forma que eu fiz apenas as missões principais do jogo. Talvez um dia eu volte e faça as outras missões, mas enquanto estava jogando, só a missão principal me interessava. A progressão do jogo é medida pelas missões concluídas, então algumas habilidades eu acabei nunca as desbloqueando, mas consegui terminar o jogo sem elas.

Dentre as missões, eu tenho que destacar uma (Alerta de spoilers: se você ainda não jogou Control, recomendo que pule esta parte, e leia somente depois de jogar) o Labirinto do Cinzeiro: Durante o jogo, a protagonista se encontra algumas vezes no Labirinto do Cinzeiro, um literal labirinto em que nas primeiras vezes se vê andando em círculos, até que o segredo para ultrapassar o Labirinto é revelado: Música. Nesse momento ao entrar no Labirinto começa uma música totalmente destoante da trilha sonora do resto do jogo e absurdamente empolgante, o que juntamente com as paredes do labirinto se mexendo e o combate em um ritmo acelerado trazem o jogo para uma versão extremamente empolgante, os poderes da personagem também contribuem para esta sensação e é impossível não ficar empolgado durante essa parte. Uma das fases mais empolgantes que já joguei na vida.

Control é um jogo muito interessante e eu realmente recomendo que seja jogado. O jogo está disponível para PC, Xbox One, Xbox Series S/X, Playstation 4 e 5, além de uma versão em nuvem para o Nintendo Switch. Por conta de seus gráficos mais realistas, o jogo não roda em PCs mais modestos, mas se você tiver o jogo na Steam ou na Epic, você pode roda-lo pelo Geforce Now, eu joguei o jogo inteiro via Geforce Now e funcionou muito bem   

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